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Remodelamento facial combate a perda de volume
 
O processo de envelhecimento da pele é dividido em externo, provocado pelo excesso de exposição solar e estresse, fatores que influenciam no desenvolvimento de rugas e manchas; e cronológico, que ocorre de forma lenta e gradual e evidencia a flacidez e a perda de volume, principalmente no rosto.
 
No processo de envelhecimento, a mudança na estrutura facial faz com que os contornos e o volume sejam perdidos, invertendo o chamado triângulo da juventude, que tem seu ápice voltado para baixo. “Essa inversão nas linhas de equilíbrio resulta em perda de volume acentuada na região do queixo e nas bochechas (osso malar). São alterações que conferem um ar cansado à pessoa”, avalia o Prof. Dr. Carlos Roberto Antonio (CRM-SP 83.817), Conselheiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

 
Dr. Carlos Roberto Antonio

Na entrevista abaixo, o especialista fala sobre os procedimentos que podem ajudar a recuperar o volume da região. Acompanhe:
 
1. Quais as áreas do rosto que mais perdem volume e por quê?
Todas as áreas do rosto perdem volume com o passar da idade, porém, visualmente, percebemos mais no terço médio da face, pois esta área tem mais gordura e, portanto, com a flacidez da pele e a ação da gravidade, ela acaba cedendo, já que não tem sustentação.
 
2. Hoje, quais os tipos de preenchedores temporários mais aplicados na dermatologia estética?
Sem dúvida alguma é o ácido hialurônico, o mais seguro preenchedor.
 
3. Quando é indicada a modelagem da face com ácido hialurônico, ácido poli-l-láctico ou hidroxiapatita de cálcio?
O ácido hialurônico é a preferência dos dermatologistas de todo o mundo. Ele é indicado quando se deseja um resultado rápido e visível. O ácido poli-l-láctico é indicado para rostos finos e flácidos, quando o paciente sabe que duas a três sessões serão necessárias e que o objetivo não é preencher e, sim, estimular o colágeno e gerar um aspecto de preenchimento. Já a hidroxiapatita de cálcio é utilizada quando se deseja um efeito imediato e mais duradouro. A hidroxiapatita de cálcio vem ganhando espaço, porém tem menos estudos que o ácido hialurônico e poli-l-láctico.
 
4. Existe uma idade mais indicada para esse tipo de tratamento de  modelagem?
Não. O remodelamento facial pode ser feito em qualquer idade, porém esta perda mais visível de volume ocorre entre os 40 e 60 anos.
 
5. Qual a diferença entre os preenchimentos temporários e as substâncias não absorvíveis no tratamento estético da face?
A diferença é o que os temporários são mais seguros, podem ser realizados várias vezes no mesmo local e têm um baixo índice de complicações, a curto e longo prazos.
 
6. Em que aspecto o ácido hialurônico é mais vantajoso em relação às substâncias absorvíveis?
Ele é mais vantajoso nos aspectos de segurança e resultado natural.
 
7. Se a paciente tem excesso de pele e flacidez, pode realizar o preenchimento com qual substância? Por quê?
Isto depende da avaliação médica individual. Se houver flacidez, esta deverá ser tratada e, depois disso, o preenchimento será indicado.
 
8. Quais devem ser as características dos géis à base de ácido hialurônico para a modelagem de face?
Devem ser de procedência segura quanto à fabricação. Cientificamente devem ser monofásicos, reticulados e cross-linked – tecnologia que fornece a durabilidade do ácido ao organismo. São características que permitem maior maleabilidade e durabilidade.
 
9. Quais os tratamentos estéticos que podem ser usados simultaneamente a este procedimento?
São vários, como Laser, Luz Intensa Pulsada, Radiofrequência, Infra-vermelho e Toxina Botulínica.
 
10. Quantas sessões devem ser feitas? Qual a durabilidade do resultado? E a manutenção, como deve ser feita?
O ideal é realizar a modelagem facial uma vez por ano, porque seu resultado dura, em média, entre 12 e 16 meses. A manutenção será indicada pelo dermatologista, com base na necessidade de cada paciente.
 
11. Existe algum cuidado específico após o tratamento?
O cuidado deve ser apenas com a higiene local para não contaminar a aplicação. Pacientes com histórico de herpes labial devem ser tratados com medicamento oral para prevenira doença.
 
Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
 
Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) atua nas áreas de Cirurgia Dermatológica e procedimentos relacionados, por meio da promoção do ensino, pesquisa, realização de congressos e eventos científicos.
 
A Cirurgia Dermatológica é uma área da Dermatologia que engloba todos os procedimentos realizados na pele e tecido celular subcutâneo, sejam eles diagnósticos, cirúrgicos, cosmiátricos ou oncológicos.
 
A SBCD atua somente segundo normas éticas e padrões técnicos rigorosamente aprovados pela comunidade científica mundial. Com 1.500 associados, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica está entre as maiores sociedades de Dermatologia do mundo.
 
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica é formada apenas por associados altamente qualificados, detentores de título de especialista e aprovados por rigoroso concurso e prova realizada e certificada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Associação Médica Brasileira (AMB). 
 

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